Pensar em conteúdos complexos de maneira estratégica é um importante passo para fazer acontecer qualquer projeto. Isso porque, com as táticas certas, fica muito mais fácil de organizar e visualizar os principais pontos a serem trabalhados. E o mapa conceitual, nestes casos, é a sua melhor opção.

Caso esteja se perguntando se já fez um antes, basta lembrar dos resumos da época da escola. E para quê funcionavam? Para memorizar um conteúdo de maneira fácil e rápida, a utilizar palavras-chaves, linhas, setas, entre outros. 

Além dos estudos, o mapa conceitual é uma ferramenta criativa que, aliada ao Design Thinking, pode ser utilizada para fazer a gestão de negócios, realizar o planeamento estratégico e elaborar caminhos para produção de conteúdo, por exemplo. Ou seja, é um recurso que permite que veja a relação entre o conceito e a ideia de forma visual e atrativa.

No post de hoje, vamos explicar-te como fazer um mapa conceitual sem deixar nada de fora!

O que é um mapa conceitual? 

Em linhas gerais, é um método que possibilita a absorção de conteúdos de forma mais rápida e estratégica por trazer uma visualização gráfica efetiva, com uso de palavras-chaves e outros elementos, como linhas e setas.

O mapa conceitual é construído para simplificar e organizar visualmente dados complexos de campo, em diferentes níveis de profundidade e abstração. Podemos dizer que a ferramenta ajuda a detalhar temas complexos em pontos específicos, otimizando tempo e entendimento.

Além disso, o objetivo de construir um mapa conceitual é ilustrar a ligação entre os dados e permitir que novos significados sejam extraídos, a partir da combinação entre conceitos e imagens.

Para que serve? 

Nossa mente processa imagens com muito mais facilidade do que um texto e a esquematização das informações é um meio caminho para entender a relação entre diversos assuntos e apurar a sua perceção frente a temas densos.

Apesar de parecer simples, este diagrama é uma forma eficaz para captar a compreensão de vários tópicos e resumi-los em uma linha de raciocínio objetiva. Mapear conceitos e relacionar ideias é um dos benefícios deste processo de organização. Podemos citar ainda:

Quando usar um mapa conceitual? 

Conectar ideias e conceitos é um jeito bem comum para apoiai um fluxo de sistematização. E o mapa conceitual surge como uma solução para configurar e estruturar estes conteúdos.

A representação essencialmente gráfica do mapa possibilita a visualização dos dados de maneira mais rápida e assertiva, facilitando a compreensão de informações complexas em diferentes níveis. 

Por isso, pode ser utilizado também para comunicar o resumo do tema, possibilitando que a equipa que vai tocar o projeto também contribua com desdobramentos. 

Outra função do mapa conceitual é ser usado como base para geração de ideias. Primeiro, elencamos palavras que referem-se à pesquisa; depois, construímos uma frase-mãe que resume o tema. Esta frase será a base das ramificações e desdobramentos do conceito em questão.

Características de um mapa conceitual 

Pode pensar que o mapa conceitual é um diagrama como qualquer outro, com inúmeras semelhanças visuais, porém, a verdade é que este método de organização de informações tem características próprias. Saiba quais são:

Se o mapa conceitual tivesse um coração, certamente seria a questão central. Este elemento vai ser quebrado em diversas partes com a finalidade de tornar claro os conceitos que estarão presentes no mapa. 

Caso tenha dúvidas sobre qual é a sua questão central, pense no que precisa ser solucionado ou descoberto ao longo do mapa.

Conceitos são as partes fragmentadas da questão geral e, muitas vezes, utiliza-se as palavras-chaves para assimilá-la.

As frases de ligação são úteis para unir os conceitos de uma maneira lógica. Por isso, opte pela utilização de verbos e frases curtas.

O mapa conceitual é feito para ser lido “de cima para baixo”, tendo como norte a questão central e, logo depois, os desdobramentos em conceitos e ideias. Para que a relação entre os tópicos se torne mais clara, setas e linhas, tal como outros elementos geométricos, podem ser utilizados para fazer as conexões.

Os links cruzados estabelecem relações entre conceitos e possibilitam que visualize como as ideias dentro destes diferentes domínios estão interligadas.

5 passos para criar um mapa conceitual 

A parte prática do mapa conceitual também traz alguns elementos estruturais básicos. A seguir, destacamos 5 práticas importantes para criar um:

  1. Escolha um tema

Como falamos anteriormente, a ideia central é o coração deste fluxograma, então, é necessário que tenha clareza do tema. Para isso, é necessário duas coisas: saber qual o objetivo do mapa e criar uma lista com possíveis temas. 

  1. Colete as informações necessárias

Com um tema definido, este próximo passo é fundamental para entender quais serão os conceitos do mapa. 

Recomendamos que busque informações em diversos meios, seja em livros ou em websites, como o Google, contanto que os dados sejam reais e verificados. No caso de trabalhar para uma nova campanha publicitária, é uma boa dica buscar referências do que já foi feito por outras marcas.

  1. Selecione conceitos relacionados ao tema

Agora que coletou as informações acerca do tema, vai ser necessário listar uma série de palavras que fazem parte do universo da ideia central. Por exemplo, se a ideia do mapa conceitual gira em torno de “Marketing”, você pode elaborar uma lista que contenha termos como:

Depois de selecionar as melhores palavras para os tópicos que vão partir do tema, lembre-se da hierarquia, que falamos acima.

  1. Defina um método de organização

O mapa conceitual, por si só, já parte da premissa de mapear o máximo de conteúdo possível da ideia central escolhida. Por isso, definir como vai organizar todas estas informações é outro passo para prestar atenção.

Setas, linhas, quadrados, círculos, entre outros elementos geométricos, vão ajudar-te a estabelecer conexões com cada conceito presente no mapa.

  1. Revise o mapa e veja se está tudo certo

Com o volume de dados coletados, certifique-se que os conceitos mapeados representam o tópico principal e a pergunta que quer responder. 

Portanto, revise todos os detalhes e adeque o conteúdo de uma maneira que consiga compreendê-lo bem.

Ferramentas que facilitam o processo 

Qualquer mapa conceitual requer uma estrutura que proporcione fácil entendimento entre todos os tópicos levantados ao longo da pesquisa. Então, tem duas opções para fazer este processo: de forma manual ou usando alguma ferramenta tecnológica. 

A seguir, listamos alguns dos melhores softwares que, com toda certeza, vão ajudar-te:

Miro

O Miro é uma das plataformas mais intuitivas para elaborar mapas conceituais por disponibilizar um grande quadro branco para criar o que quiser. Permite que tenha templates agrupados por funcionalidade e faça equipas para trabalhar num dashboard específico, possibilitando que todo mundo possa contribuir com insights e sugestões.

Canva

Muito conhecido por pessoas que trabalham com marketing, o Canva é um software completo que viabiliza desde a criação de posts para redes sociais até mapas conceituais. A plataforma já traz muitos templates prontos e gratuitos, incluindo fluxogramas, e o melhor: são editáveis. É possível adaptar o layout da maneira como preferir!

E, claro…

Papel

O bom e velho papel é ideal se quiser deixar o mapa conceitual à mostra. No método mais tradicional, é recomendado usar post-its e canetas coloridas para ressaltar os principais pontos e fazer conexões.

Caso de Sucesso MJV: mapa conceitual para redesenho da experiência de um caixa eletrônico 

No exercício de redesenhar a experiência de um caixa eletrônico de banco, o mapa conceitual foi utilizado como uma ferramenta de briefing e análise das pesquisas de campo e da pesquisa desk.

Para isso, foi escolhida a frase “Os particulares do Banco utilizam o caixa eletrônico para retirar e/ou consultar e/ou depositar dinheiro”, que representava o universo do tema pesquisado.

A frase foi construída de forma a incluir o utilizador pesquisado (particulares), o produto de estudo (o caixa eletrônico) e as ações que são realizadas (retirar, consultar e/ou depositar) para o que se necessita (o dinheiro).

A sentença ficou escrita num grande quadro durante todo o período do projeto. Desta forma, todas as vezes que alguém da equipa voltava de campo com algum insight, era só escrever num post-it e colar no espaço indicado. 

O mesmo acontecia com achados da pesquisa desk. Como a exibição da frase era clara, simples e colocava em evidência os achados e insights, estimulava-se a colaboração da equipa e do cliente, principalmente em momentos de briefing e reuniões colaborativas.

Este estímulo para a colaboração por meio de uma ferramenta visual permitiu a estruturação e correlação dos dados, além de deixar claro qual o objetivo final do projeto. 

Aliar o mapa conceitual com o Design Thinking é a certeza de trabalhar projetos e criar estratégias de uma maneira muito mais criativa e assertiva.

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